Em meio ao cheiro intoxicante de sinteco, às paredes vestindo um novo branco e vermelho, ao cheiro de água-rás, aos móveis fora de lugar que fazem parecer que acabamos de nos mudar para cá, em meio a tudo isso percebo que meu chão é frágil, delicado, e que um pufe fora de lugar me tira da minha órbita. Não sou só eu, imagino, que vive nessa tentativa de dar ordem e classe ao caos, quando o mais leve dos tremores me faz esquecer meu nome, me faz repensar meu dia, me faz lembrar "tô viva".
Agora uma ordem nova vem serpenteando por essa casa que é tão tão minha, mais ainda, tão parte de mim. E a noda ordem vai entrando em mm, para depois ir para fora, raio esférico, projetando, será que será, algo muda mesmo? Algo muda na ordem?
A real mesmo é que não tem porra de ordem nenhuma.
domingo, 27 de abril de 2008
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